<![CDATA[Debate político carece de conexão com os problemas nacionais ]]

<![CDATA[Os candidatos à Presidência da República não estão levando a debate temas de interesse da sociedade, como a dívida pública crescente, o déficit orçamentário persistente e a necessidade de uma Reforma Administrativa. Essa foi uma das constatações do jornalista Eduardo Oinegue, do Grupo Bandeirantes, em palestra na Plenária das diretorias da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e do Centro do Comércio do Estado de São Paulo (Cecomercio), realizada na última segunda-feira (27), no Sesc Santana. Guiado pelo tema A Força do Setor Produtivo na Agenda Nacional, Oinegue afirmou que o Brasil se caracteriza pela constante imprevisibilidade e pela insegurança político-econômica. “Uma coisa é o risco que faz parte do negócio, e todos vocês que estão aqui, que tocam os próprios negócios, estão abertos a correr. Agora, incluir riscos que não são do negócio é complicado”, salientou.Essas ameaças, segundo o jornalista, decorrem de vários fatores, a começar do tamanho do Estado “que oprime a sociedade”. Como exemplo da voracidade estatal, citou a carga tributária, que era de 22% antes da Constituição de 1988 e caminha para chegar a 36%.O apresentador do Jornal da Band destacou como pano de fundo o certo preconceito dos brasileiros quanto à realidade do setor produtivo. “Um americano sente orgulho do crescimento de seu lucro, por exemplo, de US$ 150 milhões para US$ 250 milhões em um ano. Aqui, só falta pegar alho e um crucifixo para exorcizar esse vergonhoso desejo de lucrar”, ironizou.Mobilizar para conquistarO presidente em exercício da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Jr., apontou a necessidade da mobilização diante da atuação intempestiva tanto do governo como do Congresso, que redunda numa sequência de mudanças regulatórias que transferem custos, incertezas e riscos para o setor produtivo. “Isso fragiliza a confiança e torna o Brasil progressivamente mais hostil aos negócios.” Ao comentar a proposta que prevê o fim da escala 6×1, enfatizou que medidas tomadas como essas revelam um “visível deslocamento da realidade das pessoas comuns, não consideram as particularidades dos segmentos produtivos e ainda menosprezam as possibilidades de negociação das convenções coletivas”.A necessidade de uma revisão geral do Simples Nacional para aumentar os limites de faturamento do regime e de prorrogação no prazo de implantação na Norma Regulamentadora 1 (NR-1) foram alguns dos assuntos abordado

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