<![CDATA[Brasil precisa se conscientizar sobre a necessidade de reformas para destravar a economia]]

<![CDATA[É preciso conscientizar a sociedade brasileira da necessidade de organizar reformas para destravar a economia. É o que defende Gesner Oliveira, professor na Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenador do Centro de Infraestrutura e Soluções Ambientais (Ceisa) e sócio da GO Associados. Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, Oliveira fala sobre a importância da modernização estatal brasileira, da garantia de segurança jurídica e do desenvolvimento de um sistema tributário racional e mais eficiente. Dois Brasis e um crescimento travado Círculo vicioso. De acordo com Oliveira, o Brasil vive, hoje, um círculo vicioso, com Estado pesado, carga tributária alta e, nesse contexto, informalidade excessiva. Ele destaca que os muitos impostos funcionam como um incentivo para mais informalidade e assim por diante.Dois Brasis. “Vivemos dois mundos: um formal, restrito, e um informal enorme, horrível do ponto de vista do funcionamento da economia, porque inibe o investimento”, pontua o professor. O peso dos impostos. Romper esse ciclo significa desenvolver um Estado mais eficaz, mais leve, com menos impostos e mais incentivo à formalização, defende. “Isso gera um enorme incentivo ao investimento e à inovação, gerando uma base de arrecadação muito maior e, consequentemente, menos necessidade de impostos”, completa. Nova perspectiva. O especialista também aborda a necessidade de uma “mudança de chave” para o empreendedorismo. “O País tem essa vontade de empreender. A gente percebe isso na população, mas ainda há uma tensão grande e uma certa dominância [da ideia] de que o Estado vai resolver tudo”, acrescenta. A dificuldade de se criar consenso no PaísIneficiência se repete. Na avaliação de Oliveira, o Brasil tem um histórico de implementar grandes reformas de maneira inefetiva, a exemplo do Plano Real, da negociação da dívida externa, da Reforma Trabalhista e da Reforma da Previdência. Um navio afundando.&nbs

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