<![CDATA[Após 25 anos de idas e vindas, há um ano, Mercosul e União Europeia (UE) caminham para chegar a um entendimento final sobre o acordo comercial que deve ser firmado entre os blocos nos próximos dias. As negociações chegaram, na última quinta-feira (18) em seu momento mais importante e delicado. Os governos dos países da UE estão reunidos no Conselho Europeu para deliberar acerca da aprovação do texto — que tem como objetivo reduzir ou eliminar tarifas de importação e exportação entre os dois blocos. Se houver aval dos líderes, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, na cúpula de chefes de Estado do Mercosul.Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, o economista Marcos Troyjo afirma que o acordo comercial tem potencial de ser transformador para a economia brasileira. Acordo UE e Mercosul Potencial. “No seu conjunto, a UE é maior do que a economia da China. E com um terço da população chinesa. A UE é muito importante”, explica Troyjo, que também é diplomata e consultor global do European Investment Bank.Outras oportunidades. Contudo, na opinião do economista, não é hora de o Brasil escolher lados, mas costurar alianças diversas. “Há, hoje, um verdadeiro renascimento do Oriente Médio. Aquilo que está acontecendo, pela força econômica dos Emirados Árabes, do Qatar, da Arábia Saudita, é muito transformador e muito importante para nós”, observa.Construir pontes. “A depender do tema, vamos construindo, pragmaticamente e iluminados pelo nosso interesse nacional, pontes com cada uma das partes do mundo”, conclui Troyjo. Brasil precisa fazer um acordo consigo mesmoRiscos internos. Mesmo frente a um cenário internacional conturbado em termos geopolíticos, o Brasil vive um momento de grandes oportunidades nas relações internacionais. Nossos maiores riscos são, na verdade, internos, acredita Troyjo. Próximo acordo. “A gente fez um acordo com a UE. E,