<![CDATA[A discussão sobre a redução da jornada de trabalho deve considerar as peculiaridades de cada atividade e setor, observando os acordos coletivos. Essa foi a defesa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) durante participação em seminário promovido pela Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), em Brasília, nesta terça-feira (11), que debateu as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que propõem o fim da escala 6×1.A FecomercioSP foi representada por Dan Guinsburg, vice-presidente do Conselho do Comércio Varejista da Entidade e presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté. Em sua fala, ele afirmou que o debate sobre a redução da jornada é válido, mas precisa ocorrer de forma individualizada em cada setor, por meio da negociação coletiva — instrumento legítimo e capaz de tratar dessa complexidade.“É perfeitamente possível fazer essa adequação. As empresas analisam sua produtividade, avaliam como mantê-la e verificam de que forma podem ajustar as jornadas. As convenções coletivas são justamente o instrumento que permite isso e possibilita, por exemplo, que setores como o Turismo abram em feriados e atendam o público”, afirmou.Na mesma linha, o professor André Portela, da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), sugeriu que, no curto prazo, possa haver uma redução, desde que ocorra por meio de negociações coletivas, e não por uma PEC ou projeto de lei, como se discute atualmente no Congresso.De modo geral, assim como a FecomercioSP, as entidades empresariais também defendem que o debate avance dentro do rito tradicional, com análise nas comissões da Câmara e do Senado e participação dos setores produtivos, evitando que a discussão seja influenciada pelo calendário eleitoral. [EXIBIR_GALERIA_DA_NOTICIA]Os parlamentares Joaquim Passarinho (PL/PA), Hugo Leal (PSD/RJ) e Luiz Gastão (PSD/CE) recepcionaram entidades no seminário da FPEGanho de produtividade deve vir antes da redução da jornadaOutro ponto destacado no seminário da Frente Parlamentar foi a necessidade de elevar a produtividade antes de se discutir a redução da escala ou da jornada de trabalho.O deputado Luiz Gastão (PSD/CE) sugeriu que a jornada de trabalho seja reduzida para 40 horas semanais de forma escalonada. Também salientou, em linha com as entidades, que a mudança ocorra por meio de acordos coletivos, e não por lei. Para o parlamentar, o texto pode incorrer em inconst