<![CDATA[Ambiente para o Comércio atacadista se deteriora]]

<![CDATA[A tendência de deterioração para o Comércio atacadista se intensificou no início de 2026: até fevereiro, o faturamento real do setor acumulou queda de 7,5%, e o volume vendido ao longo do ano recuou 7,1%. Na comparação interanual, as perdas são ainda mais expressivas, com recuos de 10,3% em valor e 9,9% em volume. Esse é um dos temas tratados na Carta Setorial do Conselho do Comércio Atacadista de abril. Acesse aqui!Até mesmo em dezembro, período que historicamente concentra maior aquecimento do setor, houve um quadro negativo, com retração de 6,9% no faturamento e de 5% no volume de vendas. Isso não é surpresa! O Comércio atacadista brasileiro encerrou 2025 sob forte pressão, reflexo de um ambiente macroeconômico adverso. E não é pouco: juros elevados, crédito restrito e desaceleração do consumo. Dados da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad) indicam queda de 0,9% no faturamento real e de 2,3% no volume vendido ao longo do ano passado. De forma geral, há um esgotamento do fôlego financeiro das empresas e margens cada vez mais comprimidas.Esse cenário está diretamente associado ao alto custo financeiro, que encarece o capital de giro e limita a capacidade de formação de estoques e expansão das empresas. Como consequência, o varejo adotou uma postura mais defensiva, operando com níveis mais enxutos de estoque. O Índice de Estoques (IE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) mostra aumento gradual da proporção de empresas com estoques abaixo do adequado, saindo de cerca de 19% no início de 2025 para mais de 22% no começo de 2026.Além disso, a situação financeira das famílias segue pressionada. Indicadores recentes apontam avanço simultâneo do endividamento e da inadimplência, reduzindo a renda disponível e, consequentemente, a capacidade de consumo. Esse movimento impacta toda a cadeia, levando o varejo a reduzir pedidos e o ritmo de reposição.No campo inflacionário, embora indicadores como o IPCA (menos 4,93% em 12 meses) e o INPC (em torno de 3,3%) est

Compartilhe