<![CDATA[Ajuste fiscal é inevitável; melhor que seja planejado]]

<![CDATA[O Brasil, que não é visto por investidores como um país fiscalmente responsável, precisa pôr em prática o ajuste fiscal, seja por bem, seja por mal. É o que defende Solange Srour, diretora de Macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management. Em entrevista ao Canal UM BRASIL — uma realização da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) —, a especialista ainda opina sobre quais devem ser as prioridades econômicas do governo que assumirá em 2027. Raio-X do problema fiscal no BrasilJuro real está alto. O problema fiscal brasileiro se expressa, hoje, principalmente na curva de juros, defende Solange. “Quando olhamos para os indicadores da economia, além de PIB, desemprego e inflação, até esquecemos que o juro real no Brasil está a 7,5%, ou acima, para qualquer prazo. Porque o PIB está crescendo em torno de 2%; a inflação, em torno de 4%; e a Selic está alta mas vai começar a cair, além do desemprego no menor nível da série histórica”, comenta.Prêmio de risco dos investidores. Então, fica a pergunta: se tudo está aparentemente bem, por que temos de fazer o ajuste fiscal? De acordo com Solange, é nos juros que está o “prêmio de risco” que os investidores demandam para financiar um país fiscalmente insustentável. “A grande questão que os economistas precisam tentar passar para a sociedade, ao defender essas escolhas, é que esse quadro positivo de crescimento não se sustenta ao longo do tempo se não fizermos o ajuste”, observa.A curva da dívida pública. A especialista lembra ainda que, com o juro real alto, a dívida tende a crescer numa velocidade muito forte nos próximos anos. “E isso vai ser um peso importante para os investidores”, conclui.Alta carga tributária. Solange lembra, também, que os impostos em excesso estão expulsando capital do País. A especialista alerta que se o Brasil continuar mantendo a mesma estrutura de gastos e não conseguir atrair o capital estrangeiro, isso poderia levar a economia a um colapso.Ajuste fiscal vai acontecer por bem ou por malPrevisões. De acordo com Solange, o Brasil se encontra dividido entre dois possíveis caminhos para lidar com a questão fiscal. “Ou o governo que assumir em 2027 vai trazer de forma proativa essa agenda [fiscal], ou vamos fazê-la ‘por mal’, que é como a gente sempre faz aqui no Brasil”, prevê a diretora do UBS Global Wealth Management. Crises pressionam decisões. A especialista explica que se o ajus

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