<![CDATA[Acordo Mercosul–União Europeia pode corrigir limitações históricas do bloco sul-americano]]

<![CDATA[O acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) representa uma oportunidade histórica para corrigir limitações estruturais do bloco sul-americano e ampliar a competitividade do Brasil no comércio internacional.  A avaliação é de Marcos Troyjo, economista, cientista político, diplomata, ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e consultor de Relações Internacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), durante o seminário Mercosul–União Europeia: Caminhos para Competitividade Internacional, promovido pela Entidade em parceria com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo (Sindasp) e o Sebrae-SP.Na ocasião, Troyjo contextualizou o acordo dentro de um cenário global marcado pela reorganização das cadeias produtivas, pelo aumento das tensões comerciais entre grandes potências e pela busca de novos parceiros estratégicos. Nesse ambiente, segundo ele, a entrada em vigor do tratado, em 1º de maio deste ano, ganha relevância por conectar dois blocos que, juntos, formam a segunda maior economia do planeta e ampliam substancialmente o alcance comercial e político de suas empresas no cenário internacional. “Mercosul e UE formam, hoje, uma economia superior à dos Estados Unidos e cerca de 30% maior que a da China. Dos pontos de vista geopolítico e econômico, trata-se de um movimento de enorme relevância”, afirmou.O economista resgatou o histórico das negociações entre os blocos e enfatizou que o acordo representa uma oportunidade concreta de ampliar a inserção internacional das empresas brasileiras, reduzir barreiras comerciais e ampliar o acesso a insumos, tecnologia e novos mercados.Ao comparar os dois blocos, Troyjo afirmou que a UE construiu ao longo de décadas um processo consistente de integração econômica, enquanto o Mercosul avançou de forma incompleta. Ele ainda ressaltou que o bloco sul-americano não consolidou plenamente uma área de livre-comércio e acabou criando mecanismos, como a Tarifa Externa Comum (TEC), que limitaram a sua capacidade de ampliar acordos com outras regiões do mundo.“Fizemos algumas coisas que, talvez, tenham congestionado nossa integração. Criamos mercados cativos entre Brasil e Argentina, mas isso não nos permitiu uma grande inserção internacional”, afirmou.Na avaliação do economista, o acordo com o bloco europeu representa justamente uma oportunidade de corrigir parte dessas limitações históricas e ampliar a competitividade externa das em

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