<![CDATA[Por Alexsandra Ricci, Cristiane Cortez e José Goldemberg*Empresas prestadoras de serviços públicos como eletricidade, água, transporte coletivo — públicasou privadas — são um elemento importante da ação do governo em todos os níveis.Não é por outro motivo que a cidade de Nova York escolheu como prefeito um político extremamente controvertido, como Zohran Mamdani, muçulmano, imigrante e nascido em Uganda, na África. Uma das promessas eleitorais que fez foi tornar o transporte coletivo gradativamente gratuito na cidade.Na capital paulista, o fornecimento de eletricidade foi introduzido pela canadense São Paulo Tramway, Light and Power Company (a Light), em 1928, estatizada em 1979, com o nome de Eletropaulo, eprivatizada em 1998 pela Eletropaulo Metropolitana — que, em 2001, foi adquirida pela AES Corporation, passando a concessão da distribuição para a AES Eletropaulo.A Enel comprou a empresa em 2018 e sua gestão tem sido objeto de críticas pela qualidade dosserviços que presta à população, principalmente ao lidar com os grandes desafios oriundos de desastres climáticos, cada vez mais frequentes.Uma análise dos números da Enel quanto ao suprimento de eletricidade à população de São Paulo mostra que a situação é complexa e precisa ser analisada com cuidado, considerando condições climáticasnormais e anormais ocorridas nos últimos anos com temporais intensos e rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora, sem precedentes na história.Em condições normais, o desempenho da Enel em 2025 foi superior ao da Eletropaulo em 1985. Um dos indicadores usados, que mede a duração das interrupções, é a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC). Na Eletropaulo,&nbs