Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Coronel Fernanda: sistema ainda falha em proteger quem precisa
A procuradora da Mulher da Câmara dos Deputados, deputada Coronel Fernanda (PL-MT), disse nesta quarta-feira (18) que a presença feminina em cargos de decisão política é a principal forma de combater a violência institucional contra as mulheres.
A parlamentar apontou que o sistema ainda falha em proteger quem precisa, o que resulta no sofrimento de mulheres que, mesmo depois de denunciarem violências, são privadas de seus direitos.
“Que as mulheres tenham espaço com respeito. Não é o espaço para ser apenas ocupado. Quem ocupa espaço é móvel. Mulher não ocupa espaço, mulher faz a diferença”, afirmou Coronel Fernanda.
A parlamentar abriu o 6º Encontro Nacional das Procuradoras da Mulher, evento que reúne vereadoras, deputadas estaduais, deputadas federais e senadoras na Câmara.
O encontro busca fortalecer a Rede Nacional de Procuradoras da Mulher, funcionando como um espaço de escuta qualificada, formação técnica e troca de experiências para ampliar a eficiência das políticas públicas de proteção e acolhimento.
Durante o evento, a procuradora-adjunta deputada Carla Dickson (União-RN) destacou a trajetória de resistência feminina. “Nós lutamos contra os homens que acham que mulher não tem direito de fala. Lutamos no mercado de trabalho para ter direitos iguais. Lutamos o tempo inteiro”, afirmou.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Flávia Morais: violência política é resultado do atraso histórico
Atraso histórico
No mesmo sentido, a deputada Flávia Morais (PDT-GO), também procuradora-adjunta, relacionou a violência política de gênero atual a um atraso histórico no país. “Aqui no Brasil as mulheres levaram quatro séculos para ter direito de votar. Tudo que temos foi fruto de luta – para estudar, para trabalhar fora, para votar. Hoje temos muitas conquistas e muitos avanços, mas não queremos parar por aqui”, afirmou.
Presente ao encontro, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) defendeu o fortalecimento da voz feminina como pilar da democracia. “Não existe democracia forte onde a voz da mulher é desrespeitada e silenciada”, disse o senador. Ele reforçou que o poder público deve agir com seriedade para estabelecer redes de proteção e igualdade de condições.
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Janaina Riva: mesmo com leis mais duras, feminicídio cresceu
Lei Maria da Penha
Um dos pontos abordados no encontro foram os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei 11.
