Brasil tem duas escolas finalistas no Prêmio Melhores Escolas do Mundo

Duas escolas brasileiras estão entre as 50 melhores escolas do mundo: a Escola Municipal GET IV Centenário, no Rio de Janeiro, e a Escola Baniwa Kalipana, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

Elas concorrem ao Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026 e estão entre as dez finalistas de cada uma das cinco categorias da premiação. 

Notícias relacionadas:ABL reconhece obra de Cristóvão Tezza com Prêmio Machado de Assis.Conselho Nacional de Educação atualiza regras do ensino integral.Masp oferece bolsas para programa de ensino artístico-cultural.O anúncio foi nesta quinta-feira (25).

Em São Gabriel da Cachoeira eram 2h quando o resultado foi transmitido. Na Terra Indígena Alto Rio Negro, estudantes e lideranças indígenas aguardavam acordados e reunidos, torcendo pela escola. 

A comemoração foi geral quando a escola foi anunciada como uma das finalistas na categoria Ação Ambiental. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde está a unidade do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) finalista na categoria Superação de Adversidade, o dia também foi de festa. 

“O coração está transbordando de alegria. É muito gostoso a gente receber esse reconhecimento em uma área vulnerável como é a nossa”, comemorou a diretora do GET IV Centenário, Alessandra Aguiar.

Escutar os estudantes

O GET IV Centenário fica na Maré, bairro que abriga um complexo de 16 favelas no Rio de Janeiro. A região é constantemente alvo de operações policiais e disputa de grupos armados. Apenas entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência, segundo o projeto De Olho na Maré. 

Segundo Alessandra, foi depois de uma das operações que a escola, que atende crianças de 6 a 11 anos de idade, percebeu a necessidade da conversa e da escuta dos estudantes. 

“A gente criou o Café com Música e Prosa, que é o acolhimento socioemocional, principalmente por conta dos dias após as operações policiais. Eles precisavam falar. Eles precisavam colocar para fora”, explicou a diretora da escola.

A escuta virou diária e passou a fazer parte do projeto Fábrica de Sonhos. Os primeiros 20 minutos do dia são para que os estudantes falem sobre as próprias questões, sentimentos e preocupações. 

“Os 20 minutos que a gente para para ouvir essas crianças no começo do dia, fazem toda a diferença. E isso é um processo diário. Todos os dias, antes de começar as matérias, a gente para para ouvir e para dizer para e

Compartilhe