Boom de minerais críticos atrai bilhões de dólares, mas ignora ambiente e direitos humanos

A DEMANDA POR MINERAIS CRÍTICOS deve disparar nas próximas décadas, com investimentos estimados na casa do trilhão de dólares. Contudo, governos e empresas ainda não firmaram compromissos robustos para limitar os impactos da mineração sobre comunidades e florestas. Para especialistas, não há transição energética “justa” se as consequências negativas dessa corrida forem ignoradas.

Minerais como lítio e terras raras são considerados peças-chave da transição energética por seus usos na produção de baterias e ímãs de alta potência. Se por um lado são fundamentais para uma economia menos dependente de combustíveis fósseis, por outro a exploração intensiva pode provocar novos impactos ao meio ambiente e aos direitos humanos.

“Há uma narrativa sendo construída em torno do setor mineral, para vendê-lo como o motor da transição energética. As tecnologias são mais limpas, mas não são limpas em todos os sentidos”, alerta Melissa Marengo, do NRGI (Natural Resource Governance Institute), organização que acompanhou as discussões sobre o assunto na COP30, em Belém.

Durante a Conferência anual da ONU sobre Mudanças Climáticas, alguns países se esforçaram para que as preocupações socioambientais fossem contempladas na declaração final do evento. No entanto, o tema “lamentavelmente” não apareceu no documento, critica Marengo.

“Para que uma transição seja chamada de justa, é fundamental discutir como esses minerais são extraídos, em que condições e quais serão os resultados desse aproveitamento. Não podemos falar de transição justa se as consequências negativas são invisibilizadas”, afirma a representante do NRGI.

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