Barômetro da Lusofonia é lançado no Brasil em evento no Senado

O Barômetro da Lusofonia foi lançado no Brasil, nesta quinta-feira (19), em evento no auditório do Interlegis, no Senado Federal. Trata-se de uma pesquisa inédita comandada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). A partir da escuta direta das populações, o Barômetro produziu dados sobre vida cotidiana, democracia, intercâmbios culturais e expectativas de cooperação entre os países que têm o português como língua oficial. Leia aqui o documento completo.
Na abertura do evento, o diretor-geral da pesquisa, Antonio Lavareda, disse que a comunidade de língua portuguesa está em quatro continentes, com histórias nacionais distintas.
— Do Brasil a Portugal, de Angola a Moçambique, de Cabo Verde a Guiné Bissau, de São Tomé e Príncipe a Timor-Leste, espalhados pela Europa, América, África e Ásia. Somos povos que não possuem fronteiras físicas entre si, mas que partilham algo igualmente poderoso que é a língua. Uma língua que não é apenas instrumento de comunicação, é também um espaço simbólico de pertencimento. Fernando Pessoa sintetizou essa ideia tão conhecida com a frase que já atravessa gerações, que todos lembramos, ‘a minha pátria é a língua portuguesa’ — disse Lavareda.
Ele também citou o escritor angolano José Eduardo Agualusa: ‘o português é um espaço de encontros, permanentemente em transformação, com múltiplas vidas’. 
— Entre as muitas particularidades desse idioma, Caetano Veloso, ilustre conselheiro também desse barômetro, chamou atenção para uma característica especial, que é a sua musicalidade. Disse ele: ‘O português é uma língua que pede música’, e pede mesmo. E pede também literatura, cinema, pensamento e imaginação — acrescentou Lavareda.
Em seguida, Claudio Providas, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), disse que a promoção do conhecimento mútuo entre os países lusófonos facilita as trocas comerciais e culturais e aumenta a cooperação para o desenvolvimento sócio-econômico e sustentável.
— Neste momento complexo que hoje vivemos no mundo, iniciativas que congregam os países e promovem o multilateralismo por meio da compreensão e do entendimento mútuo são mais que bem-vindas, são necessárias — pontuou Claudio Providas.
A diretora-geral do Senado, Ilana Trombka, ressaltou que o estudo mostra as diferenças e as similaridades entre os países de língua portuguesa e suas populações. Ela lembrou que alguns desses países conquistaram a independência de Portugal apenas em 1975, como Angola, Moçambique

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