O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizou nesta quinta-feira (13) uma audiência de mediação para tentar destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir parte do rombo provocado pela compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master.
A audiência terminou sem avanços, e as partes envolvidas no caso decidiram que as negociações vão continuar.
Notícias relacionadas:TSE determina que filiação de Flávio ao PL seja restabelecida .TSE nega hackeamento após Flávio aparecer filiado ao Missão.Justiça torna réus acusados de praticar extorsão com falsos anúncios.Em maio deste ano, Fux chancelou o acordo no qual o FGC, entidade privada que reúne bancos públicos e privados, avaliaria a concessão do empréstimo ao BRB, sem aval financeiro do governo federal. O fundo receberia como garantia as verbas federais que são destinadas ao governo do Distrito Federal (GDF) por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Contudo, as negociações não prosperaram, e o GDF entrou com uma petição no STF para informar que o acordo não foi colocado em prática.
O impasse envolve as regras para eventual calote por parte do governo distrital. Os bancos que fazem parte do FGC querem garantias de que vão conseguir acessar os recursos do FPE e FPM, que são recursos públicos, em caso de inadimplência.
Os bancos também têm dúvidas sobre a viabilidade do plano de negócios do BRB para os próximos anos.
Durante a audiência de hoje, a governadora Celina Leão ressaltou que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não ao banco. O governo é o controlador da instituição.
A governadora reconheceu que o BRB não divulgou seu balanço financeiro após o surgimento da investigação do caso Master, mas ponderou que todas as informações financeiras foram enviadas ao FGC.
Segundo a governadora, o balanço só será publicado após a concessão do empréstimo.
“O banco está nesta condição desde novembro do ano passado. É um banco solido. É um banco que sobreviveu com liquidez”, afirmou.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também participou da audiência e reforçou que a União não será avalista do empréstimo.
Durigan disse que o BRB é um banco sólido, mas teve um “problema grave”, que não foi gerado pela União.
Apesar disso, o ministro afirmou que o governo federal foi proativo e sugeriu soluções ao participar da mediação.
