APÓS protestos da sociedade civil, repercussão na imprensa, pressão política e uma liminar judicial, a Prefeitura de São Paulo desistiu de fechar o Caef (Centro de Acolhida Especial para Famílias) Ebenezer, na zona leste da capital paulista. O caso foi noticiado em primeira mão pela Repórter Brasil, na semana passada.
A gestão de Ricardo Nunes tinha planos de encerrar as atividades do abrigo para refugiados e de transferir 157 migrantes de diversas nacionalidades, incluindo crianças e idosos, para espaços destinados a pessoas em situação de rua.
“Tivemos o apoio da mídia, de parlamentares e, graças a Deus, a Justiça acolheu o nosso pedido”, afirma Roque Patussi, coordenador do Cami (Centro de Apoio Pastoral ao Migrante), entidade responsável pelo atendimento dos imigrantes no Caef Ebenezer.
“Hoje mesmo era para ocorrer a retirada de 20 famílias. Elas permanecem no local. Agora sim eu posso falar para as pessoas ‘Feliz Natal’, porque elas vão ficar num espaço digno”, complementa Patussi.
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Em reunião com o Cami realizada na segunda-feira (22), a Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) comunicou que não há mais data fixa para encerramento das atividades do abrigo, como havia sido anunciado anteriormente, de forma unilateral, pela Prefeitura.
Em nota à Repórter Brasil, a Smads informa que “o Caef Ebenezer permanecerá em funcionamento e o contrato com o Cami será mantido para uma reavaliação técnica”.Ainda segundo o posicionamento, “os acolhidos na Caef têm total autonomia para optar por outros serviços da rede, como as Vilas Reencontro [espaços para pessoas em situação de rua], conforme avaliação técnica e disponibilidade de vagas”.
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