Uma força-tarefa composta por procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF), auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e agentes da Polícia Federal (PF) resgatou dois trabalhadores venezuelanos em condições análogas à escravidão na reforma de uma escola indígena em Rondônia. A obra, que está sendo custeada com recursos públicos, ocorreu na Terra Indígena Rio Guaporé e chamou atenção devido à recente desarticulação da comissão de combate à escravidão no estado, promovida pelo governador Marcos Rocha. Os trabalhadores resgatados estavam alojados em condições precárias, sem alimentação adequada, com salários atrasados e sem liberdade para deixar o local de trabalho durante os dias de descanso. O governador, que está em seu segundo mandato, revogou um decreto que estabelecia a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), um órgão consultivo responsável por monitorar políticas de combate à escravidão contemporânea. Até o momento, o governo de Rondônia não se pronunciou sobre o caso, e as investigações sobre a responsabilidade do estado e da empresa contratada ainda estão em andamento.
Fonte:Repórter Brasil