Setores da soja e da mineração dominam candidaturas ao Senado no Mato Grosso

OS PRINCIPAIS nomes entre os dez anunciados nas convenções partidárias para a disputa das duas cadeiras de Mato Grosso no Senado repartem-se entre a direita bolsonarista e a base do governo Lula. Mas, independentemente do lado, chegam à eleição amparados pelo setor da soja ou do ouro — ou pelos dois. 

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera as pesquisas e traz a mineração na família, com sociedades em empresas do ramo. A mineradora do filho, Minerbras, já foi autuada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) por uso irregular de mercúrio.

Já o senador Carlos Fávaro (PSD), candidato mais bem posicionado no campo lulista, presidiu a Aprosoja, uma das principais associações de produtores de soja do país. Ex-ministro da Agricultura na atual gestão petista, tornou-se o ruralista de confiança do Planalto. 

No meio do pelotão, o deputado federal José Medeiros (PL) apresentou projetos para abrir áreas protegidas à mineração. A deputada estadual Janaína Riva (MDB), por sua vez, aparece como sócia de uma holding da qual participa uma mineradora de metais preciosos.

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O ex-governador Pedro Taques (PSB) leva na suplência Carlos Ernesto Augustin, o Teti, fundador da Petrovina Sementes e da Aprosoja-MT, a associação de sojeiros do estado. Já Antônio Galvan (Avante), que também presidiu a Aprosoja, foi um dos dirigentes associados à aproximação da entidade com o bolsonarismo e teve como bandeira o combate à chamada “Moratória da Soja”.Esvaziado no início deste ano, o acordo proibia a compra de grãos produzidos em áreas da Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. Estudos mostram que a Moratória derrubou a fatia de soja vinda de desmatamento direto de cerca de 30% para perto de 1%.

Os eleitos terão mandato de oito anos e decidirão sobre licenciamento ambiental, regularização fundiária, mineração em terras indígenas e

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