<![CDATA[O Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Chile firmaram, no dia 14 de julho, o Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas), que possibilita a integração do mercado aéreo entre os países. O documento, ainda sem efeitos práticos na rotina dos passageiros, estabelece as bases para a criação do Céu Único Sul-Americano, liberando a chamada “sétima liberdade do ar”, que permite a uma companhia operar voos entre duas outras nações sem passar pelo país de origem — por exemplo, uma empresa brasileira ligando Buenos Aires e Santiago.A medida visa aumentar a concorrência em rotas hoje atendidas por apenas uma ou duas empresas, com reflexos nos preços e na oferta de assentos. O voo doméstico, por sua vez, segue fora de discussão: companhias estrangeiras não poderão operar entre cidades brasileiras, o que exigiria mudança na legislação e aval do Congresso Nacional.O que muda para o passageiro?Na prática, o turista ainda não verá mudanças imediatas na rotina. O memorando, que conta com a participação do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), é um compromisso de negociação. Os países signatários têm o prazo de um ano para apresentar uma proposta de implementação gradual, por meio de um Grupo de Trabalho (GT).Oportunidade e cautelaPara o setor de Turismo brasileiro, a iniciativa é recebida com otimismo, mas também com um olhar crítico sobre os impasses que se avizinham. O Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avalia como positiva a assinatura do acordo, por atingir uma demanda histórica do setor: a ampliação da malha aérea internacional. O Brasil ainda apresenta baixa conectividade internacional quanto ao seu potencial, com rotas concentradas em poucos eixos e tarifas elevadas.O cenário vem melhorando, mas, segundo o conselho da Entidade, ainda não reflete todo o potencial do setor para atender às demandas brasileiras. Conforme dados da Anac, a movimentação internacional nos aeroportos brasileiros alcançou 28,