Os trabalhadores do Programa Estadual Rio Sem LGBTIfobia decretaram estado de greve na manhã desta quarta-feira (1º), em resposta ao atraso de salários, à suspensão de novas contratações e à falta de informações sobre a continuidade da política pública.
A decisão foi tomada em assembleia da categoria, que denuncia o risco de paralisação da maior política estadual de promoção e defesa dos direitos da população LGBTI+ no país.
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Segundo o Fórum das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Programa Rio Sem LGBTIfobia, os profissionais estão sem receber integralmente os salários desde abril de 2026. Naquele mês, apenas um pagamento parcial foi realizado. Os vencimentos referentes aos meses de maio e junho permanecem em aberto, sem previsão de quitação.
Os trabalhadores afirmam que, mesmo diante da situação, seguem atendendo a população, muitas vezes custeando do próprio bolso despesas necessárias para garantir o funcionamento dos serviços. A categoria alerta, no entanto, que a manutenção dos atendimentos tornou-se insustentável diante da ausência de remuneração.
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Estrutura
Criado pela Lei Estadual nº 9.496/2021, o Programa Rio Sem LGBTIfobia é executado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), em parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A iniciativa oferece atendimento psicológico, orientação jurídica, acolhimento social, acompanhamento de vítimas de violência em delegacias, articulação com a rede de proteção, capacitação de profissionais e ações educativas em todo o estado.
De acordo com os trabalhadores, o programa atende milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade e mantém uma rede composta por 23 centros regionalizados, além de prestar suporte técnico a municípios, Ministério Público, Defensoria Pública e demais órgãos da
