<![CDATA[Carta setorial mostra expansão dos Serviços, mas de forma seletiva]]

<![CDATA[Os Serviços na Cidade de São Paulo têm mantido uma sólida trajetória de crescimento em 2026, embora de forma mais seletiva entre as diferentes atividades econômicas. Em março, o faturamento real alcançou R$ 89,5 bilhões, resultado 12,1% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, a expansão chegou a 11,4%, demonstrando a resiliência do setor mesmo em um ambiente marcado por juros elevados, crédito mais restrito e desaceleração da atividade econômica. Acesse a versão completa da Carta Setorial do Conselho de Serviços da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).Os maiores avanços foram observados nas atividades de agenciamento, corretagem e intermediação, que cresceram 28,3%, seguidos pelos serviços de apostas online (27,3%) e mercadologia e comunicação (20,8%). O desempenho reflete a força das atividades ligadas a intermediação de negócios, tecnologia, marketing e serviços de maior valor agregado. A construção civil também apresentou crescimento expressivo, incentivada por investimentos em infraestrutura urbana e pelo efeito de uma base de comparação mais baixa.O levantamento registra a consolidação das apostas virtuais como um dos principais vetores de expansão do setor. Com crescimento acumulado de 23,1% no ano, a atividade deixou de representar apenas um fenômeno conjuntural para assumir papel importante na dinâmica econômica. Segundo a análise, a crescente participação das apostas no orçamento das famílias pode estar contribuindo para a redução do dinamismo em segmentos tradicionais do Comércio e dos Serviços voltados para o consumo, ao disputarem recursos em um contexto de renda mais comprometida.Em sentido oposto, os segmentos de turismo, hospedagem, eventos e assemelhados registraram retração de 28,6%, influenciados pela forte base de comparação de 2025 e pela desaceleração da demanda. Apesar desse quadro heterogêneo, os Serviços seguem como principais geradores de empregos formais do País. Em abril, o setor respondeu por mais de 80% das vagas criadas entre os grandes da economia, com destaque para as áreas de Educação, Saúde, Administração Pública, Informação, Comunicação e Serviços Empresariais.Para os próximos meses, as perspectivas permanecem positivas, mas cercadas de cautela. A confiança dos empresários continua pressionada pelos juros elevados, pela retomada das pressões inflacionárias e pelo aumento do endividamento das famílias, que atingiu 74,

Compartilhe