Fornecedor da Nestlé suspende compra de cacau no PA após aviso de desmate ilegal

A BARRY CALLEBAUT, fornecedora de grandes marcas como Nestlé, Mars e Ferrero, suspendeu a compra de cacau de um produtor autuado por desmatamento no Pará após ser alertada do fato pela organização holandesa AidEnvironment, que realiza pesquisas sobre crimes ambientais em cadeias produtivas. À ONG, a empresa disse que a suspensão estará vigente enquanto novas investigações e medidas de remediação são realizadas.

Também contactada pela AidEnvironment, a Cargill confirmou, segundo a organização, manter relação comercial com o mesmo produtor, mas disse não ter encontrado embargo formal ou restrição oficial contra ele por parte das autoridades brasileiras.

A denúncia e as respostas das empresas estão presentes em um relatório publicado nesta terça-feira (30) pela AidEnvironment. O documento revela que fazendas brasileiras de cacau estão associadas a casos de desmatamentos recentes, irregularidades fundiárias, sobreposições a territórios indígenas e condições de trabalho análogas à escravidão.

A pesquisa, realizada com a colaboração da Repórter Brasil, identificou nove casos de propriedades ligadas ao cacau no Pará e na Bahia com indícios de desmatamento recente, multas e embargos ambientais. Além disso, foram encontrados registros de violações trabalhistas, incluindo trabalho escravo, em mais de 30 fazendas em quatro estados (Pará, Bahia, Espírito Santo e Rondônia).

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O caso envolvendo um fornecedor da Barry Callebaut e Cargill é o da Fazenda Gameleira, em Uruará (PA), unidade produtora de cacau e pecuária. O estudo cita um desmatamento de 47 hectares de floresta amazônica na propriedade entre julho de 2022 e novembro de 2024. A AidEnvironment diz não ter identificado autorização para essa supressão. 

O relatório informa ainda que, em outubro de 2010, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará já havia multado o proprietário da fazenda, Nelson Lauer Junior, pelo desma

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