Entre janeiro e maio deste ano, o estado de São Paulo registrou um aumento nos casos de feminicídio, puxado principalmente pelos assassinatos de mulheres ocorridos no interior paulista. Nesse período foram contabilizadas 124 ocorrências de feminicídios no território paulista, contra 107 que foram registradas no mesmo período do ano passado. Grande parte dessas mortes ocorreram no interior, com 85 notificações. Os dados foram divulgados na tarde de hoje (30) pela Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo.
O feminicídio é todo assassinato de mulher caracterizado por violência doméstica ou familiar ou que ocorre por menosprezo e discriminação à condição de mulher.
Notícias relacionadas:Começa em SP audiência de tenente-coronel acusado de feminicídio de PM.PM publica decreto que aposenta tenente-coronel acusado de feminicídio.Órfãos de vítimas de feminicídio terão direito a pensão do INSS .Para a secretaria, os dados acumulados do ano “mostram que o enfrentamento ao feminicídio segue como um desafio permanente para as forças de segurança e para toda a rede de proteção às mulheres.”
Considerando-se apenas o mês de maio, no entanto, houve queda nos casos de feminicídio, que passaram de 26 para 18 notificações na comparação com o mesmo mês do ano passado. A redução foi mais expressiva nos municípios do interior do estado, que passaram de 15 ocorrências para nove.
“Nenhum caso de feminicídio é aceitável. Por isso, temos investido em ações preventivas, no fortalecimento dos canais de atendimento e na capacitação permanente dos policiais para acolher e proteger as vítimas. A redução registrada em maio é um resultado importante, mas seguimos atuando de forma incansável para preservar vidas e garantir que as mulheres se sintam seguras para denunciar qualquer tipo de violência”, disse a coronel Glauce Anselmo Cavalli, comandante-geral da Polícia Militar.
Para a delegada Cristiane Braga, que coordena as Delegacias de Defesa da Mulher do estado de São Paulo, é preciso incentivar as pessoas a denunciar a violência doméstica e familiar.
“O feminicídio normalmente é o último estágio de uma sequência de violências que, muitas vezes, já vinha sendo praticada contra a mulher. Se não há denúncia, não temos como saber que há um problema ali”, disse em nota.
“Quanto mais cedo essa vítima consegue acessar os canais de atendimento e denunciar o agressor, maiores são as chances de interromper esse ciclo e evitar uma tragédia. Por isso, trabalhamos continuamente
