Os Estados Unidos (EUA) publicaram novas sanções econômicas contra Cuba mirando empresas do setor de mineração, turismo e o presidente da Ilha, Miguel Díaz-Canel. As novas medidas se somam a outras centenas que tentam estrangular economicamente o país e forçar uma troca de governo em Havana.
O Departamento de Tesouro dos EUA incluiu, nessa quinta-feira (4), na lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, empresa de turismo da ilha, e a Minera la Victoria, joint venture formada pela empresa de mineração de ouro cubana Geominera em parceria com a australiana Antilles Gold.
Notícias relacionadas:Cuba condena acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro .UE reforça ajuda a Cuba com € 2,85 milhões, após furacão Melissa.Cuba completa 3 meses sem receber combustível por bloqueio dos EUA.No mesmo dia, o presidente dos EUA Donald Trump alegou que Cuba quer que a Casa Branca cuide da ilha.
“Vamos cuidar de Cuba depois de terminar com o Irã, talvez seja possível investir lá”, disse Trump a jornalistas.
Em comunicado nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio disse que qualquer pessoa que forneça serviços as entidades sancionais correm o risco de também serem sancionadas.
“Bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades. A Administração Trump não tolerará mais regimes marxistas radicais em nosso hemisfério”, disse Rubio.
Os EUA ainda sancionaram o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, sua esposa, Lis Cuesta Peraza, seu filho, Manuel Anido Custa, e outros funcionários ligados ao governo de Havana. Entre eles, um filho e um neto do ex-presidente de Cuba Raúl Castro, Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis, respectivamente.
Outras entidades que foram alvos dos EUA são o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba; o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR).
“Todas as transações e negociações realizadas por pessoas dos EUA ou pessoas dentro (ou em trânsito) pelos Estados Unidos que envolvam quaisquer bens ou interesses em bens de pessoas designadas ou bloqueadas são proibidas”, diz a nota do Escritório responsável pelas sanções dos EUA (OFAC).
Cuba reage
O presidente de Cuba Miguel Díaz-Canel disse que as falas do presidente Trump são uma ameaça ao país e criticou as novas medidas unilaterais que “prejudicam o povo”.
“A agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enf
