<![CDATA[A disputa global por investimentos em Inteligência Artificial (IA), datacenters e infraestrutura tecnológica acelerou as articulações em Brasília em torno da agenda digital brasileira. Em reuniões com integrantes do governo federal e do Congresso Nacional, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e o seu Conselho de Economia Digital e Inovação defenderam o avanço de Projetos de Lei (PLs) considerados estratégicos para garantir segurança jurídica, ampliar a competitividade do País e destravar novos investimentos em tecnologia.O movimento vai além do PL 278/2026, o Redata, apontado como peça-chave para atrair investimentos bilionários em infraestrutura digital. A mobilização também envolve ponderações sobre o Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2.338/2023) e o Marco Legal da Cibersegurança (PL 4.752/2025).Agenda digital em pautaNa última terça-feira (26), as articulações começaram ainda pela manhã, com uma reunião entre Andriei Gutierrez, presidente do Conselho de Economia Digital e Inovação da FecomercioSP, e Rony Vainzof, advisor em Regulação Digital da Entidade, com Samara Castro, secretária-executiva da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. O encontro teve como foco discutir as perspectivas do governo federal para os principais projetos da agenda digital em tramitação no Congresso.A FecomercioSP também esteve no gabinete do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP/PB), relator do Marco Legal da IA na Câmara, para entregar o seu posicionamento institucional e o manifesto do Redata. O parlamentar coordena a Comissão Especial responsável por consolidar as regras para o desenvolvimento e o uso ético da IA no Brasil.O PL, já aprovado no Senado, agora, avança na Câmara em meio a discussões sobre governança, direitos autorais, responsabilidade das plataformas e infraestrutura tecnológica. Nesse debate, a Federação defende a realização de análise robusta de impacto regulatório do futuro Marco Legal da IA, evitando desalinhamentos com o Plano Brasileiro de IA; regular o uso (e não a tecnologia) com equilíbrio, capaz de garantir segurança jurídica sem comprometer a inovação e a competitividade digital brasileira; e amadurecer a discussão sobre direitos autorais e desenvolvimento de modelos de IA.O cronograma incluiu ainda reunião sobre o PL de Cibersegurança com o ministro Marcos Antônio Amaro dos Santos, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da Repúb