O MPT (Ministério Público do Trabalho) entrou com uma ação civil pública contra a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o governo federal pedindo o banimento do glifosato no Brasil, herbicida mais usado no país e base do Roundup, produto da Bayer.
A ação, protocolada em 22 de maio na Justiça do Trabalho do Distrito Federal, pede o cancelamento dos registros e a proibição da produção, importação, comercialização e uso de produtos à base do princípio ativo.
Em entrevista à Repórter Brasil, o procurador do trabalho Leomar Daroncho, integrante do grupo do MPT responsável pela ação, fala sobre os argumentos do processo, critica o avanço dos agrotóxicos no país e afirma que o Brasil se tornou um mercado “tolerante” a produtos rejeitados em outras partes do mundo. Também diz que “não existe uso totalmente seguro” de agrotóxicos para o trabalhador.
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Na ação, o MPT afirma que há “risco grave e iminente” à saúde de trabalhadores expostos ao glifosato e cita estudos que associam a substância a câncer, distúrbios hormonais, infertilidade, abortos e problemas neurológicos.
O documento também argumenta que o Brasil mantém um “duplo padrão regulatório” ao continuar autorizando substâncias já proibidas em outros países.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da pressão internacional sobre o glifosato. Nos Estados Unidos, a Bayer já desembolsou bilhões de dólares em acordos com vítimas que moveram processos por danos à saúde relacionados ao Roundup, e pesquisas que sustentavam a segurança da substância passaram a ser questionadas.
Procurador do Trabalho Leomar Daroncho em seminário no Ministério Público do Trabalho sobre a agrotóxicos, saúde do trabalhador e controle social em abril de 2026 (Foto: MPT/Divulgação)
No fim de 2025, um estudo frequentemente usado em defesa do glifosato foi despublicado por uma revista científica e isso ajudou a impulsionar a
