<![CDATA[Em Brasília, FecomercioSP apresenta emendas e alerta para impactos econômicos da PEC 6×1]]

<![CDATA[A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) deu continuidade à agenda de mobilização no Congresso Nacional em torno das propostas que tratam da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1. A ação, que já havia reunido lideranças empresariais em Brasília na semana passada, teve como foco ampliar o diálogo com parlamentares, apresentar dados técnicos e buscar apoio às emendas elaboradas e defendidas pela Federação na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. As propostas apresentadas pela Entidade têm como eixo a preservação da negociação coletiva, a segurança jurídica e a diferenciação setorial. A FecomercioSP defende que eventuais mudanças na jornada considerem as realidades operacionais de cada atividade, além de mecanismos de compensação econômica e tratamento diferenciado às Micro e Pequenas Empresas (MPEs). A comitiva foi formada por presidentes de Sindicatos Patronais de diferentes segmentos do Comércio de bens, serviços e turismo. A diversidade dos setores representados reforçou um dos principais argumentos levados aos parlamentares: regras uniformes podem produzir efeitos distintos sobre atividades com dinâmicas próprias de funcionamento. Articulação política Em reunião com o senador Laercio Oliveira (PP/SE), os representantes da FecomercioSP apresentaram preocupações sobre as consequências da proposta para empresas, empregos e organização das escalas de trabalho. Durante o encontro, a Entidade também apresentou as emendas protocoladas na Comissão Especial da PEC 6×1. Fabio Pina, assessor econômico da Federação, destacou estudos da Entidade que apontam aumento imediato de cerca de 10% nos custos das empresas apenas com a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. Segundo os cálculos apresentados, o reflexo mínimo estimado seria de R$ 160 bilhões por ano na economia brasileira. Para Pina, essa despesa ampliaria o chamado Custo Brasil, com reflexos sobre preços, competitividade, formalização e manutenção de postos de trabalho. “Duas coisas vão acontecer: aumento de preços e redução dos postos de trabalho. Exatamente o oposto do que a medida diz fazer aos empregados”, afirmou. Oliveira defendeu que o País priorize produtividade, desenvolvimento econômico e geração de renda. O parlamentar ainda elogiou a atuação da Federação em Brasília. “A gente precisa que os empresários estejam aqui, de gabinete em gabinete, se

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