Bayer escolhe Brasil para estrear complemento a agrotóxico mais polêmico do mundo

LÍDER MUNDIAL do mercado de agrotóxicos, a Bayer prepara o lançamento de um novo herbicida que será vendido primeiro no Brasil.

Com estreia prevista para 2028, o icafolin-metil é, antes de tudo, uma aposta contra a crescente resistência de pragas aos pesticidas disponíveis no mercado. Mas também representa uma resposta às acusações de que o Roundup — um dos principais insumos agrícolas comercializados pela gigante alemã da biotecnologia — estaria associado ao desenvolvimento de câncer em seres humanos. 

Alvo de 192 mil processos apenas nos Estados Unidos, que já consumiram ao menos US$ 11 bilhões da companhia em acordos judiciais, o Roundup tem como princípio ativo o glifosato e é um dos agrotóxicos mais populares do mundo, largamente utilizado contra plantas daninhas em lavouras de grãos.

Segundo a própria Bayer, o icafolin surgiu para complementar o Roundup, cada vez menos eficaz. Mesmo antes de ser vendido, porém, o novo herbicida da Bayer já vem ligando o alerta entre ambientalistas e especialistas ouvidos pela Repórter Brasil. Assim como acontece com o glifosato, as preocupações sobre o icafolin giram em torno dos potenciais impactos sobre o meio ambiente e a saúde pública. 

“Até agora, a empresa revelou muito pouco, o que é preocupante. Antes de utilizar novos produtos químicos, precisamos ter certeza absoluta de que são seguros”, afirma Dina Akhmetshina, especialista em políticas públicas da ONG americana U.S. PIRG.

Procurada, a assessoria de imprensa da Bayer no Brasil informou que a empresa não se manifestaria sobre o novo produto.

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Registro de novo herbicida corre como prioridade em órgãos competentes do Brasil

O icafolin-metil já recebeu o aval toxicológico da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Para o seu uso técnico e comercial, no entanto, faltam as aprovações do Mapa (Ministério da Agricultura) e do Ibama (Instituto Brasileiro

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