Multidões no Irã marcam 40º dia da morte do líder Supremo Khamenei

Multidões de manifestantes foram as ruas em diversas cidades do Irã, nesta quinta-feira (9), para marcar o 40º dia do assassinato do líder Supremo da República Islâmica, Seyyed Ali Khamenei, morto por bombardeio de Israel e Estados Unidos (EUA) no primeiro dia da guerra.

Os veículos de imprensa iranianos fizeram uma extensa cobertura dos atos, mostrando o apoio popular ao regime político combatido pelas potências ocidentais. Também foram homenageados os altos dirigentes políticos e militares mortos nos quase 40 dias do conflito, além das 168 meninas mortas no ataque à escola de Minab. 

Notícias relacionadas:Brasil assume aliança e pede Atlântico Sul livre de guerras e tensões.Congresso argentino aprova reforma da lei de geleiras.Brasil condena agressão de Israel contra Líbano em meio a cessar-fogo.“A procissão fúnebre começou na manhã de quinta-feira, com os participantes marchando da Praça Jomhouri até o local onde o aiatolá Khamenei foi assassinado”, informou a mídia estatal Press TV, acrescentando que as homenagens ocorrem em centenas de cidades do país.

A cerimônia em Teerã foi até a noite. Em vídeos publicanos pelas emissoras locais, é possível ver milhares de pessoas em marcha em diferentes cidades, segurando bandeiras do Irã e imagens das principais lideranças e também das crianças mortas no ataque a escola.

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Apoio ao regime

O antropólogo Paulo Hilu, coordenador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF), destacou à Agência Brasil que, apesar de haver uma oposição importante à República Islâmica, existem setores que apoiam o regime.

“Existe uma base de sustentação da República Islâmica na sociedade. São setores que são ideologicamente ou politicamente, ou por interesses pessoais, ligados à manutenção da República Islâmica. Não se trata de uma unanimidade, é uma sociedade dividida”, disse.

Ainda segundo o especialista, a agressão contra o Irã tem feito pessoas críticas ao regime “passarem a preferir que o regime consiga se defender e salvar o Irã de uma invasão estrangeira ou de uma destruição total”.

Mais de 3 mil pessoas foram mortas pelos ataques israelenses-estadunidenses no Irã durante a guerra, informou nesta quinta-feira (9) a Organização de Medicina Forense do Irã, sendo que 40% dos mortos ainda não puderam ser identificados.

Protestos

Mojtaba Khamenei se tornou o Líder Supremo do Irã após a morte do pai – Arquivo/Re

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