Energia renovável já afeta 34% de áreas protegidas no Brasil, mostra Observatório

APRESENTADA como solução para a crise climática, a transição energética já afeta mais de 4 mil territórios protegidos no Brasil. Se os projetos planejados para ampliar a geração de energia renovável (como usinas solares e eólicas) saírem do papel, o impacto poderá atingir 7 mil unidades de conservação e áreas ocupadas por povos tradicionais — o que representa 58% das terras protegidas no país.

É o que mostra o Observatório da Transição Energética, ferramenta lançada nesta quinta-feira (26) pela Repórter Brasil, em parceria com o Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e o PoEMAS (Grupo de Pesquisa e Extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade). A iniciativa tem apoio da Fundação Ford e colaboração da Rainforest Investigations Network (Pulitzer Center). 

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O Observatório cruza dados de quatro tipos de empreendimentos de energia renovável — usinas eólicas, usinas fotovoltaicas, linhas de transmissão de alta tensão e processos dos chamados minerais críticos  — com quatro categorias de territórios: terras indígenas (638), quilombos (429), unidades de conservação ambiental (3.110) e assentamentos de reforma agrária (8.218).

Dos mais de 12 mil territórios mapeados, 4 mil (34%) já são afetados por empreendimentos em operação, enquanto um total de 7 mil (58%) poderá ser impactado no futuro.

O Observatório da Transição Energética é uma parceria entre Repórter Brasil, Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) e o PoEMAS (Grupo de Pesquisa e Extensão Política, Economia, Mineração, Ambiente e Sociedade)

Ao identificar um território afetado, o usuário é capaz de fazer o download da ficha da área com a lista completa de empreendimentos na zona de influência. As fichas trazem informações sobre os projetos já em operação e os projetos previstos, além do nome da empresa responsável pelo projeto.

No caso de projetos minerários, usinas eólicas e solares, s

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