<![CDATA[A recente criação da Câmara de Comércio Brasil-Lituânia, no dia 12 de março, marca um novo momento na relação entre os dois países e deve impulsionar a agenda de negócios bilaterais. Nesse contexto, o Conselho de Relações Internacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) recebeu, na sede da Entidade, representantes do governo lituano para discutir oportunidades de aproximação econômica e comercial.Atualmente, os dados do intercâmbio comercial entre as duas nações indicam o quanto ainda há espaço para crescer. Em 2024, a corrente de exportações entre Brasil e Lituânia somou cerca de US$ 130 milhões, com saldo de US$ 50 milhões favorável ao país europeu. Os números são modestos diante do tamanho das duas economias — o Brasil, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,17 trilhões, e a Lituânia, com US$ 80 bilhões.A delegação foi composta pelo vice-ministro de Relações Exteriores da Lituânia, Taurimas Valys; pela cônsul-geral da Lituânia em São Paulo, Audra Čiapienė; e pelo diretor de Relações Econômicas Externas do país, Donatas Tamulaitis. Do lado da Federação, participaram o presidente do Conselho de Relações Internacionais, Rubens Medrano, e os assessores Natália Tafarello, Douglas Dias e Pedro Silveira.O vice-ministro Valys classificou o volume atual de trocas como “inacreditavelmente pequeno” e acredita que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, combinado à criação da câmara bilateral, será um ponto de inflexão para mudar esse quadro. “Vemos a América Latina — e o Brasil, seu maior país — como uma das regiões mais promissoras para a exportação de bens e serviços lituanos”, afirmou. Além do potencial de crescimento, o interesse na região também está ligado à estratégia de diversificação de mercados, com o objetivo de reduzir dependências e ampliar a presença em economias emergentes.Tamulaitis destacou que, nos últimos 20 anos, desde a entrada da Lituânia na União Europeia, na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na zona do euro e na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o PIB per capita do país cresceu sete vezes mais rápido do que a média europeia. Atualmente, a Lituânia ocupa o primeiro lugar no continente em número de licenças fintech emitidas e também se destaca em cibersegurança e no índice internacional de empreendedorismo, além de figurar entre as economias mais abertas do bloco econômico,