<![CDATA[Lisboa tem se tornado um dos endereços mais disputados do mercado imobiliário internacional — e não apenas entre europeus. No novo episódio do Mercado & Perspectivas, o mesacast da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), realizado em parceria com o World Trade Center Lisboa, o empresário Ayres Neto conta como o Portugal entrou de vez no radar de compradores do mundo inteiro e por que aquele país passou a disputar espaço com destinos tradicionais para quem busca investir e viver.Depois de quase duas décadas nos Estados Unidos, Ayres decidiu se estabelecer em Portugal há cerca de oito anos. O que começou como uma mudança de vida acabou se transformando em uma trajetória empresarial no setor imobiliário. Hoje, ele comanda a operação portuguesa da rede internacional The Agency, braço europeu da imobiliária de luxo presente em diversos países. O empresário atua com uma equipe de consultores de dezenas de nacionalidades.“O mercado português tem uma característica única, que são os compradores internacionais. Você vende para praticamente o mundo inteiro: brasileiros, americanos, canadenses, norte da Europa, Inglaterra, Ásia etc. Isso faz com que o nível de exigência seja muito alto, e o produto precisa acompanhar esse padrão”, afirma.Essa diversidade, segundo ele, também molda a forma de trabalhar. Para lidar com clientes de diferentes culturas, a empresa apostou em uma equipe multicultural e em um atendimento que vai além da venda do imóvel. “Vai muito além de só vender uma casa. Existe o pré-venda, a venda, o pós-venda e a relação humana. A relação humana é muito mais importante do que a relação comercial. Quando o cliente se sente bem atendido, ele volta e traz outros clientes. Esse é o melhor marketing que existe”, diz.Na visão de Ayres, Portugal vive uma espécie de “tempestade perfeita” que ajuda a explicar o boom imobiliário recente. Segurança, qualidade de vida, clima e facilidade de adaptação atraem compradores de diversas partes do mundo — especialmente brasileiros. &ldq