<![CDATA[Crise da segurança pública afeta a competitividade das empresas, analisa Renato Lima, do FBSP]]

<![CDATA[A violência urbana é, hoje, um dos principais dilemas do empresariado do varejo. É análise é do sociólogo Renato Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Ele participou da última reunião da Frente Empresarial pela Modernização do Estado (FEME), no âmbito do Conselho Superior de Economia, Sociologia e Política (CSESP) da FecomercioSP. Para ele, o cenário atual é desafiador tanto em nível nacional quanto internacional, já que as organizações criminosas expandiram sua rede de influência e atuação para outros países, enquanto as análises ainda são demasiadamente locais. “Nós temos muitos indicadores baseados nas dinâmicas das ruas – quantidade de roubos e furtos, número de homicídios, etc. –, mas há várias outras coisas que não estão nesses dados que são fundamentais: há uma explosão de casos envolvendo os mercados de celulares, os estelionatos e golpes virtuais, que não são produzidos só nas ruas. Essa reconfiguração tem peso econômico para o País”, explicou. “Esse entorno virtual é um desafio enorme hoje, porque aumenta as chances de as pessoas serem expostas a golpes”, continuou. O tema também é caro para a Entidade, que tem apresentado ao Poder Público, propostas que podem contribuir para a melhoria da segurança pública. No Congresso Nacional, por exemplo, a Federação atuou em defesa da aprovação do PL 3.780/2023 que aumentas as penas para os crimes de furto, roubo, receptação e da PEC da Segurança Pública. Em âmbito estadual e municipal, alertamos sobre o atual déficit das polícias e apoiamos a criação de programas semelhantes ao Smart Sampa em outros municípios a partir da adesão ao programa Muralha Paulista, bem como o reconhecimento das Guardas Municipais como integrantes do sistema de segurança. Lima também apontou que o problema é que nem o Estado sabe o que fazer diante de uma tamanha transformação do crime. “Basta lembrar que nós tivemos 24 diferentes planos de segurança nacionais, e nenhum deles chegou a ser sequer avaliado e colocado em discussão, de forma que a gente saiba o que poderia dar certo e o que não deu já que no Brasil não temos a cultura de avaliar o resultado de políticas públicas”. É assim, sem uma coordenação nacional, por exemplo, que órgãos estatais não conseguem rastrear o dinheiro que essas organizações produzem e fazem circular. Outro problema é a falta de investimento em ações

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