<![CDATA[A II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), encerrada em 5 de março, após três dias de debates, demonstrou que o Brasil precisa preservar espaços de diálogo tripartite como ponto de partida para construir consensos em temas trabalhistas tão complexos. Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o encontro reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo federal para debater políticas de emprego e relações laborais.Ao longo do evento, mais de 3 mil delegados de todo o País analisaram propostas oriundas das etapas estaduais realizadas em 2025. Na plenária final, foram aprovadas 17 diretrizes voltadas ao fortalecimento das relações de trabalho, da negociação coletiva e da segurança jurídica. Foram 26 conferências preparatórias organizadas em todos os Estados e no Distrito Federal no ano passado.Entre as propostas aprovadas estão: intermediação inclusiva de mão de obra; ampliação das políticas de qualificação profissional articuladas às demandas reais do mercado; proteção social integrada; e fortalecimento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para impulsionar desenvolvimento, industrialização, transição energética e geração de empregos.[veja_tambem]Conforme a declaração final da conferência, outros temas exigirão novas rodadas de negociação, com análise aprofundada de impactos sociais, econômicos e de produtividade — trabalho em plataformas digitais; combate à informalidade; novas formas de trabalho, jornada e escalas; fortalecimento sindical; valorização da negociação coletiva.De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), é vital que esse debate abra caminhos para a continuidade do diálogo tripartite. A Federação organizou a delegação representativa dos setores de Comércio, Serviços e Turismo, reunindo diretores, assessores e sindicatos filiados, que atuara