Patrimônio Unesco, Palácio de Golestan em Teerã é danificado em ataque

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) emitiu comunicando manifestando preocupação com os danos causados ao Palácio de Golestan, considerado Patrimônio Mundial, que teria sido danificado após um ataque aéreo à Praça Arag, em Teerã, capital do Irã. 

A organização informou que monitora a situação do patrimônio cultural no país e em toda a região e comunicou às partes envolvidas nos ataques as coordenadas geográficas dos locais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial “a fim de evitar qualquer dano potencial”.

Notícias relacionadas:Irã sinaliza levar guerra “ao limite” após míssil chegar à Turquia.Israel determina retirada de grande parte do sul do Líbano.Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás.”A Unesco recorda que os bens culturais são protegidos pelo direito internacional, especialmente pela Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, incluindo seu mecanismo de proteção reforçada”, destacou o comunicado. 

Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan é considerado uma obra-prima da era do Império Cajar. Ao longo do tempo, integrou antigas tradições persas de artesanato e arquitetura com influências ocidentais. Foi a sede do governo da família Cajar, que chegou ao poder em 1779 e fez de Teerã a capital do país.

Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan. Foto: REUTERS/Proibido reprodução

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Entenda o conflito

Pela segunda vez em oito meses, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início no último sábado (28), quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. 

Foram confirmadas mortes de autoridades do país persa, como o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se coloca

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