A Polícia Civil do Rio de Janeiro pretende obter novas provas contra os envolvidos em estupros de estudantes do Colégio Federal Pedro II, no Rio de Janeiro.
Os investigadores ainda esperam conseguir dados do celular e de computadores do adolescente denunciado à Justiça por dois crimes de estupro.
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De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Ângelo Lages, o pedido de busca e apreensão de equipamentos do adolescente, que, assim como a prisão dele, não foi acatado pela Justiça, tem potencial de elucidar denúncias.
“O adolescente era a mente por trás disso tudo. Ele tinha a confiança das vítimas, até por ter tido relacionamentos anteriores com elas, então, a gente entende que a apreensão é necessária”.
Dos cinco rapazes que participaram do estupro da menina de 17 anos, em Copacabana, em janeiro, o adolescente é o único que não teve a internação determinada pela Justiça, apesar de solicitada pela Polícia Civil. Ele responde pelo crime em liberdade. Em nota, o Ministério Público do Rio disse que eventuais medidas cautelares ainda podem ser requeridas no decorrer da investigação.
Segundo o delegado, a apreensão do celular do adolescente, seguida da quebra de sigilo telemático, pode revelar mais detalhes da participação dele e dos demais no crime ocorrido em Copacabana e em outra denúncia de estupro registrada contra o jovem nessa segunda-feira (2).
Outros estupros
Logo depois que o caso de Copacabana se tornou público, a partir da circulação de imagens dos indiciados, mais duas vítimas do Pedro II procuraram a polícia para denunciar outros estupros com a participação de integrantes do mesmo grupo que atacou a menina de 17 anos em janeiro.
Uma das denúncias foi feita por vítima que tinha 14 anos à época. Em depoimento, acompanhada da mãe, ela afirmou que foi estuprada em 2023, em um apartamento no Maracanã, pelo adolescente e mais dois homens.
Segundo a vítima, o ato foi gravado e as imagens foram usadas como forma de chantageá-la, o que levou os investigadores a suspeitarem do conteúdo
