Frente Ambientalista lança Agenda Legislativa 2026 com prioridade para transição energética

Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Nilto Tatto apontou prioridade para a substituição gradual de combustíveis fósseis

A Frente Parlamentar Ambientalista e o Observatório do Clima lançaram nesta quarta-feira (4), na Câmara dos Deputados, a Agenda Legislativa 2026. O documento reúne o apoio de parlamentares e cerca de 160 organizações da sociedade civil. Ele apresenta prioridades para aperfeiçoar a legislação ambiental e aponta crescimento do chamado “pacote da destruição”, conjunto de propostas consideradas prejudiciais às políticas socioambientais.
Entre as propostas consideradas urgentes para análise na Câmara dos Deputados e no Senado, o coordenador da frente, deputado Nilto Tatto (PT-SP), destaca o Projeto de Lei 6615/25, que cria um “mapa do caminho” para o Brasil substituir gradualmente a produção e o uso de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural.
O deputado afirmou que a medida está alinhada ao debate internacional sobre clima. “Para 2026, temos como prioridade aprovar o mapa do caminho que o Brasil propôs na Conferência do Clima, a COP30, em Belém. É um debate internacional, e o Brasil precisa fazer a lição de casa”, disse.
Segundo Tatto, eventos climáticos extremos têm provocado tragédias recentes no país, como a enchente na Zona da Mata de Minas Gerais.
Outras propostas
A agenda também inclui:

a Proposta de Emenda à Constituição 37/21, que inclui a segurança climática entre os direitos fundamentais da Constituição;
o Projeto de Lei 3961/20, que cria o estado de emergência climática;
o Projeto de Lei 2524/22, sobre economia circular do plástico;
o Projeto de Lei 219/25, que extingue subsídios ao carvão mineral no setor elétrico;
o Projeto de Lei 880/21, que incentiva produtos da sociobiodiversidade;
o Projeto de Lei 131/20, que cria territórios tradicionais pesqueiros; e
a chamada Lei do Mar (Projeto de Lei 6969/13, na Câmara, e 2673/25, no Senado), já aprovada na Câmara dos Deputados e em análise no Senado.

Tatto afirmou que espera apoio de bancadas ligadas a setores produtivos. “Precisamos aperfeiçoar a legislação para proteger o meio ambiente e as pessoas, especialmente as mais vulneráveis. O Brasil é protagonista nessa agenda, que também interessa ao setor produtivo, afetado pelas mudanças climáticas”, declarou.

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

Suely Araújo alerta para aumento de projetos com retrocessos ambientais: “Ano passado eram 50, neste ano, 70”

Preocupação com retrocessos
O documento também alerta para o risco de

Compartilhe