<![CDATA[Quatro frentes para transformar a segurança pública no Brasil]]

<![CDATA[A segurança pública se mantém como uma pauta prioritária ao setor produtivo e à sociedade. Uma pesquisa da Genial/Quaest, de 2025, revelou que 86% dos brasileiros concordam que criminosos são presos, mas acabam soltos em decorrência da fragilidade da legislação. Ao mesmo tempo, quase metade da população percebe aumento da violência nas cidades onde vive.  Para os empresários do Comércio, dos Serviços e do Turismo, a insegurança representa prejuízos diretos e indiretos. Além de furtos, assaltos e roubos de carga, a violência reduz a circulação de consumidores e eleva custos com seguros e logística. Em 2023, perdas no varejo decorrentes de furtos somaram cerca de R$ 11 bilhões, valor superior ao faturamento anual de grandes redes.O arrombamento noturno de estabelecimentos também permanece frequente. De acordo com o Anuário de Segurança Pública 2023, foram mais de 42 mil ocorrências desse tipo, situações que obrigam empresas a investirem em segurança privada, monitoramento e seguros para evitar — ou, ao menos, minorar — as perdas advindas desse crime. Trata-se de uma demonstração da transferência para a iniciativa privada de uma função que deveria ser garantida pelo poder público.  Diante desse cenário, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) defende um conjunto de medidas estruturais articuladas entre os Poderes e o sistema de Justiça. Dentre as prioridades, destaca-se o endurecimento penal para crimes como furto, roubo e receptação, considerados estratégicos para o financiamento do crime organizado. A Entidade também apoia o aperfeiçoamento das audiências de custódia e medidas que reduzam a sensação de impunidade. Outro ponto central é o reconhecimento das Guardas Civis Metropolitanas (GCMs) como forças de segurança, ampliando sua atuação preventiva e ostensiva, aliado à padronização e ao aprimoramento do treinamento desses agentes. A Federação destaca a necessidade de ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança com estratégias federais claras para enfrentar o crime organizado, o déficit policial e os desafios do sistema prisional. Nesse esforço, a criação de um banco de dados nacional integrado é essencial para o compartilhamento, em tempo real, de informações entre os Estados, fortalecendo a inteligência e a capacidade de resposta das autoridades.Confira a seguir!Aprovação do PL 3.780/2023 (punições mais severas para crimes como furto) O aumento da sensaçã

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