A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, informou, nesta quarta-feira (25), que duas unidades da Casa da Mulher Brasileira serão inauguradas em março. A primeira delas no dia 6 de março, em Macapá, e a outra no dia 27, em Aracaju.
O local reúne diversos serviços para atender mulheres vítimas de violência, com alojamento, atendimento psicossocial, espaço para acolhimento das crianças e há representantes da Defensoria Pública, Ministério Público, Delegacia Especializada e Patrulha Maria da Penha.
Notícias relacionadas:Dia da Mulher terá ato em memória de Tainara, atropelada e morta em SP.Grande SP tem dois feminicídios em menos de 24 horas.“O serviço passará a referenciar, não só a capital, mas a região, o estado. [A Casa] vai demonstrar o método de trabalho necessário para fazer a prevenção, a orientação, os encaminhamentos e o atendimento às mulheres”, destacou a ministra, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministra, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Atualmente, o país conta com 11 Casas da Mulher Brasileira em funcionamento. A previsão é inaugurar mais seis unidades até o fim do ano. Desde 2023, 19 serviços especializados no atendimento a mulheres em situação de violência foram lançados, como 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira.
Somente em 2025, foram investidos R$ 47 milhões nas Casas da Mulher Brasileira. Desde 2023, o montante soma R$ 373 milhões.
Além das capitais, o ministério planeja ofertar serviços públicos regionalizados e consórcios para atender cidades menores, em parceria com os entes federados.
Cuidado
Em março, o governo federal instalará também uma lavanderia coletiva em Mossoró (RN), com o objetivo de reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico para as mulheres.
Outras 20 “cuidotecas” estarão em funcionamento até o fim do ano, prevê a ministra.
O serviço é destinado a apoiar pessoas responsáveis pelo cuidado de crianças que precisam estudar, se qualificar ou trabalhar. Os espaços oferecem atividades lúdicas e recreativas e cuidados.
Proteção das mulheres
Sobre a efetividade das medidas protetivas a mulheres em situação de violência, a ministra aponta falhas no monitoramento e a necessidade de fluxos padronizados e mais rápidos, visto que alguns estados podem levar até dez dias para conceder uma medida protetiva, enquanto outros levam quatro horas.
Márcia Lopes defende a implantação de um Sistema Nacional de Política para as Mulheres.
“Temos que ter passos muito claros, ter prazos, nós temos que ter a segurança de
