CPI do Crime vota convocação de Dias Toffoli e convite a Moraes e mulher

A CPI do Crime Organizado volta a se reunir após o carnaval e pode votar uma série de requerimentos relacionados ao Banco Master, entre eles requerimentos de convocação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e convite ao ministro Alexandre de Moraes. Além desses pedidos, a convocações de outros nomes citados no contexto das apurações envolvendo o Banco Master, como os ex-dirigentes da instituição e convite à mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes. Os requerimentos foram incluídos na pauta da próxima reunião deliberativa, marcada para quarta-feira (25). 
O pedido de convocação deo Toffoli foi apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e pelos senadores Magno Malta (PL-ES), Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE). Eles citam que, entre os objetivos da CPI, está a investigação da novas formas de atuação das organizações criminosas, com atenção aos mecanismos utilizados para ocultação, dissimulação e reinserção de recursos de origem ilícita na economia formal (REQs 140, 143, 147, 160) . 
Com base nessa argumentação, eles consideram relevante ouvir o magistrado sobre a confirmação da informação de que ele faz parte da sociedade em uma empresa que vendeu uma participação no resort Tayaya, no Paraná, a fundos ligados ao Master. Além disso, os senadores apontam matéria divulgada pelo portal de notícias Metrópoles, que faz referência à realização de jogos de azar no local. 
“A reportagem publicada pelo portal Metrópoles, em 21 de janeiro de 2026, aponta a possível exploração de jogos de azar em resort localizado no estado do Paraná, inclusive com a realização de jogos de cartas com apostas em dinheiro e a atuação de dealers, práticas que não se encontram autorizadas pelo ordenamento jurídico brasileiro”, explica Malta no requerimento.  
Ainda sobre o caso, relatório da Polícia Federal apresenta citações a Toffoli em conversas entre o dono do Master, Daniel Vorcaro e seu cunhado  Fabiano Zettel, que seria uma espécie de contador informal do banqueiro. As conversas estariam relacionadas ao resort Tayaya. 
Toffoli, que era relator do inquérito no STF sobre a prática de fraudes financeiras no Master, sobretudo numa tentativa de venda da instituição ao banco BRB, deixou o posto nessa quinta-feira (12). 
Alexandre de Moraes e mulher 
Além de Toffoli, a CPI vota envio de convites que, segundo os autores, estariam conectados às investigações de fraudes financeiras no Banco Master. Entre eles, c

Compartilhe