Inflação oficial de janeiro fica em 0,33% e se mantém dentro da meta

Os preços da conta de luz e da gasolina mediram força em janeiro e fizeram a inflação oficial do mês fechar em 0,33%, mesmo patamar de dezembro. Em janeiro de 2025, o IPCA tinha sido de 0,16%.

Com o resultado, a inflação oficial – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – acumula 4,44% em 12 meses, dentro do limite máximo de tolerância da meta do governo.

Notícias relacionadas:Mercado reduz previsão da inflação para 3,97% este ano.Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro, mas tem queda em um ano.Prévia da inflação oficial de janeiro perde força e fica em 0,20% .A gasolina exerceu a maior pressão de alta, respondendo por 0,10 ponto percentual (p.p.) do índice, enquanto a conta de luz mais barata representou -0,11 p.p.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A meta

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde novembro passado, o IPCA está dentro do limite de tolerância.

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Instituições financeiras ouvidas pelo Boletim Focus, do Banco Central, estimam que o IPCA deve terminar o ano em 3,97%.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todos, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

Influências

Dos nove grupos de produtos e serviços, dois apresentaram recuo no mês. Confira os resultados e impactos no índice.

Comunicação: 0,82% (0,04 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: 0,70% (0,10 p.p.)

Transportes: 0,60% (0,12 p.p.)

Despesas pessoais: 0,41% (0,04 p.p.)

Alimentação e bebidas: 0,23% (0,05 p.p.)

Artigos de residência: 0,20% (0,01 p.p.)

Educação: 0,02% (0,00 p.p.)

Habitação: -0,11% (-0,02 p.p.)

Vestuário: -0,25% (-0,01 p.p.)

Combustíveis

O grupo transportes foi o de maior impacto, influenciado pelos combustíveis, que subiram 2,14% no mês em média. A gasolina individualmente foi o preço que mais pressionou para cima a inflação, com alta de 2,06%.

A explicação está no aumento do reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercad

Compartilhe