A AMAGGI, gigante brasileira da soja, recebeu ao menos duas cargas de insumos usados na produção de fertilizantes da empresa israelense ICL, acusada de extrair recursos de terras palestinas ocupadas ilegalmente por Israel e alvo de campanhas de boicote promovidas por organizações da Palestina e de outros países.
Informações obtidas pela Repórter Brasil mostram que um navio com duas cargas da ICL com destino à empresa brasileira atracou no Porto de Itacoatiara, no Amazonas, no dia 15 de janeiro. A embarcação, que saiu do Porto de Ashdod, na costa do Mar Mediterrâneo, no Sul de Israel, foi monitorada pela reportagem a partir de sites de rastreamento de navios.
Os carregamentos enviados à Amaggi eram compostos por 34 mil toneladas de cloreto de potássio e 11,3 mil toneladas de superfosfato simples, matérias-primas da fabricação de fertilizantes. Em 2025, insumos para fertilizantes foram os principais produtos importados de Israel pelo Brasil, segundo dados de comércio exterior brasileiro.
Dados alfandegários acessados pela Repórter Brasil indicam existir um histórico recente de importação desse tipo de produto de empresas do grupo ICL pela companhia brasileira.
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Além de ser denunciada pela exploração de minerais em territórios palestinos ocupados por Israel, a ICL é associada a riscos ambientais recorrentes e disputas de terras que afetam comunidades beduínas no Sul israelense e de fornecer fósforo branco para projéteis militares dos Estados Unidos – que, por sua vez, é fornecedor desse tipo de material bélico ao governo de Israel, acusado de cometer genocídio em Gaza. A administração do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu rejeita as acusações.
A ICL foi procurada pela Repórter Brasil por meio de sua assessoria de imprensa, mas não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
Já a Amag
