O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) concedeu liberdade a Debs Antônio Rosa, sojeiro no Pará condenado em primeira instância como mandante de um assassinato e preso desde maio de 2025 por suspeita de grilagem (apropriação fraudulenta) de terras públicas. A decisão beneficiou também outros seis investigados no esquema apurado pela Polícia Federal. A desembargadora federal Solange Salgado da Silva atendeu o pedido das defesas e substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Segundo o advogado de Debs, Rubens Almeida Barros, o suspeito passa a cumprir obrigações como o comparecimento periódico ao fórum, a proibição de se ausentar da comarca e o uso de tornozeleira eletrônica.O argumento usado pela defesa para pedir a soltura foi um habeas corpus (pedido de liberdade) com a alegação de excesso de prazo da prisão preventiva. Os investigados estavam presos havia sete meses.O inquérito da Polícia Federal foi concluído e a denúncia foi recebida em dezembro, mas, segundo apurou a Repórter Brasil, ainda faltam atos como audiência de instrução, interrogatórios e alegações finais.
ASSINE NOSSA NEWSLETTER
document.addEventListener(“DOMContentLoaded”, function() {
document.querySelectorAll(‘.form-news button[type=”submit”]’).forEach(function(botao) {
botao.classList.add(“envio_newsletter_materia”);
});
});
Submit
Debs foi preso em 21 de maio de 2025 durante a Operação Imperium Fictum, quando a Polícia Federal cumpriu 39 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva em diversos estados, incluindo Pará, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Ceará, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
À época, o delegado da Polícia Federal Thiago Miranda afirmou que a organização fraudava processos no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e falsificava escrituras para se apossar de terras da União. Segundo a investigação, os suspeitos obtinham financiamentos rurais fraudulentos com garantias baseadas em terras griladas. O esquema envolvia ainda corrupção de servidores e conluio com ao menos cinco cartórios, com prejuízo estimado acima de R$ 600 mi
