Leia as respostas completas enviadas para a reportagem “Mosteiro católico na Bahia em conflito com sem-terra e quilombolas é investigado pelo MP“
Ministério Público do Estado da Bahia
O Ministério Público do Estado da Bahia instaurou procedimento para apurar os fatos e notificou a direção do Mosteiro Jequitibá para que prestasse informações. As respostas foram recebidas pela Promotoria de Justiça que está analisando as informações prestadas para adotar as demais medidas pertinentes. Neste momento inicial de apuração, não será concedida entrevista sobre o caso.
Mosteiro Cisterciense de Jequitibá e Fundação Divina Pastora
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Inicialmente, esclarece-se que, há décadas, o Mosteiro Cisterciense de Jequitibá e a Fundação Divina Pastora desempenham, além dos papeis religioso e espiritual, também o papel socioambiental de profunda relevância na região, atuando como verdadeiros instrumentos de transformação social e humana. Esse legado de serviço à comunidade, pautado pela ética, pela caridade e pelo respeito à dignidade humana, demonstra de forma inequívoca que a natureza e a atuação de ambas as instituições são absolutamente incompatíveis com qualquer prática de improbidade ou ilícito penal.
Cumpre registrar que o relatório elaborado pela Exactus Auditores constitui documento estritamente privado e confidencial, conforme expressamente consignado em sua primeira página. Dessa forma, sua divulgação ou exposição, de qualquer forma ou via, sem a devida e expressa autorização dos representantes legais da Fundação Divina Pastora configura violação de direitos, sendo uma ilegalidade.
Referido documento teve caráter eminentemente diagnóstico e apuratório, com a finalidade exclusiva de identificar eventuais fragilidades administrativas e propor medidas de aperfeiçoamento da gestão. A auditoria independente foi contratada por iniciativa voluntária da Fundação, em consonância com seus princípios de transparência, responsabilidade institucional e plena conformidade legal.
Todas as inconsistências eventualmente apontadas foram devidamente analisadas, tratadas e integralmente sanadas. Entre as providências adotadas, destaca-se a contratação de consultoria contábil especializada em entidades religiosas e fundacionais, bem como o aprimoramento dos controles internos. Registra-se, ainda, que, à época, o então administrador da Fundação foi preventivamente afastado e, posteriormente, desligou-se voluntariamente da Ordem.