Hyatt e Marriott: estudo liga hotéis de luxo a extração ilegal de madeira na Amazônia

IMPORTADORES de madeira brasileira na Europa e Estados Unidos compram produto com “alto risco de ilegalidade”, aponta novo estudo da EIA (Environmental Investigation Agency), organização especializada na investigação de crimes ambientais. 

O relatório “Contrabandistas, Corretores e Compradores” (disponível apenas em inglês), publicado na última terça-feira (20), revela como toras extraídas ilegalmente de áreas protegidas no Pará, como territórios indígenas e reservas ambientais, podem ter virado decks em hotéis de luxo nos EUA e calçadões em praias da Riviera Francesa. 

A investigação reuniu documentos de transporte de mais de 25 mil metros cúbicos de madeira – o suficiente para encher 830 contêineres – extraídos de três áreas do Pará que até tinham autorização para retirada de madeira, mas apresentaram indícios de ilegalidade, segundo a organização. 

A EIA mapeou 11 serrarias que forneceram madeira para oito exportadores. Estes, por sua vez, forneceram decks de madeiras Ipê e Cumaru para outros 11 importadores nos Estados Unidos, Portugal, França e Alemanha. 

ASSINE NOSSA NEWSLETTER

document.addEventListener(“DOMContentLoaded”, function() {
document.querySelectorAll(‘.form-news button[type=”submit”]’).forEach(function(botao) {
botao.classList.add(“envio_newsletter_materia”);
});
});

Email

Submit

Uma das citadas pela EIA é a Global Forest Lumber Company, importadora dos Estados Unidos. Segundo registros de redes sociais listados no relatório, uma das empresas do grupo forneceu madeira de Ipê a empreiteiros americanos que realizaram reformas em unidades das redes de hotéis Marriott e Hyatt, ambos na Flórida, e na área VIP do Grand Prix da Fórmula 1 em Miami em 2023 e 2025. 

“No entanto, como já foi documentado em múltiplos relatórios da EIA, nenhuma das grandes marcas ou clientes pode garantir que toda a madeira tenha vindo de uma área legal”, aponta a EIA no estudo. 

A Repórter Brasil entrou em contato com os hotéis Marriott e Hyatt e com a assessoria de imprensa da Fórmula 1, mas não obteve respostas até o fechamento deste texto. A reportagem não localizou o contato da Glo

Compartilhe