O governo chinês criticou, nesta quinta-feira (8), a apreensão de dois navios-petroleiros que a Guarda Costeira dos Estados Unidos interceptou na quarta-feira (7), em águas internacionais.
“Ao apreender arbitrariamente as embarcações de outros países em alto-mar, os EUA violaram seriamente o direito internacional”, declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, a jornalistas.
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Segundo o governo dos Estados Unidos, os navios-tanques Marinera (antes registrado com o nome Bella I) e M/T Sophia foram apreendidos por violação de sanções estadunidenses, em cumprimento a um mandado judicial emitido por um tribunal federal dos próprios EUA. De acordo com a secretária nacional de Segurança Interna, Kristi Noem, as duas embarcações seriam usadas para transportar petróleo venezuelano para outras nações.
Ainda segundo Kristi, a Guarda Costeira perseguiu o Marinera por semanas até alcançá-lo em um ponto do Atlântico Norte que, segundo dados do site de tráfego marítimo Marinetraffic, fica na zona econômica exclusiva da Islândia. Ao ser apreendido, o navio estava identificado como uma embarcação russa – bandeira que as autoridades estadunidenses garantem que a tripulação do Marinera assumiu poucos dias antes, ao trocar o nome do navio para tentar escapar às sanções.
“Este petroleiro vinha tentando fugir da Guarda Costeira há semanas, até mesmo mudando sua bandeira e pintando um novo nome no casco, em uma tentativa desesperada e fracassada de escapar”, afirmou a secretária em um texto publicado nas redes sociais.
Ontem, pouco após o anúncio da apreensão dos navios, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia cobrou que os Estados Unidos cesse, imediatamente, o que classificou como uma ação ilegal contra o petroleiro Marinera.
“Pedimos a Washington que retome o cumprimento das normas e princípios fundamentais da navegação marítima internacional e
