<![CDATA[O Custo de Vida por Classe Social (CVCS) na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) encerrou o ano em aceleração. Em novembro, o índice registrou variação de 0,41% e acumulou alta de 5,03% em 12 meses. A classe E apresentou a maior variação de preços no período, com avanço de 0,48%. Na sequência, ficaram as classes B e A, com altas de 0,35% e 0,33%, respectivamente. O segmento de transportes, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), foi o principal fator de pressão sobre o indicador. Com alta de 0,54%, o grupo contribuiu com 0,12 ponto porcentual (p.p.) para a variação geral do CVCS. [GRÁFICO 1]Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (2025)Série histórica (13 meses)Fonte: IBGE/FecomercioSPPara a Federação, apesar da alta pontual em novembro, o CVCS apresenta trajetória de arrefecimento quando observados os últimos 12 meses. As elevações registradas em novembro não têm origem estrutural, mas sazonal, o que aponta para uma perspectiva mais favorável no longo prazo. Isso acontece porque uma inflação mais moderada auxilia na recomposição da renda e fortalece o poder de compra, especialmente no fim do ano, contribuindo para manter o orçamento familiar sob controle no início de 2026. [TABELA 1] Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo — novembro de 2025Fonte: IBGE/FecomercioSPPassagens aéreas puxam alta de transportesOs bilhetes aéreos foram os que mais pressionaram os preços do grupo de transportes, impulsionados pelo turismo de lazer e pelos feriados do mês, subindo 10,8%. As passagens de ônibus interestadual, por sua vez, registraram elevação de 3,33%. No varejo, o etanol avançou 1,4%, e a gasolina, 0,7%. Com mais folga no orçamento, os lares de maior renda foram os mais impactados pela variação. A classe A registrou variação de 1,06%, enquanto a classe E apresentou quase uma estabilidade, com variação de 0,04%. [TABELA 2]Custo de vida na Região Metropolitana de São Paulo (Novembro de 2025)Por Classes SociaisFonte: IBGE/FecomercioSPEnergia elétrica eleva preçosNa habitação, houve incremento de 0,53%, influenciado principalmente pela alta da energia elétrica, que sofreu reajuste e avançou 0,7%. Também contribuíram para esse resultado as variações positivas de 2,3% em tijolo, cimento e revestimentos de piso. Já o segmento de alimentos e bebidas, que vinha exercendo pouca influência nos últimos meses, sofreu a segunda maior pressão
