O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), general Daniel Caine, detalhou neste sábado (3), em declaração à imprensa, todo o processo de preparação e execução da invasão militar que resultou na captura do agora presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores.
Ambos estariam, neste momento, custodiados em um navio da Marinha norte-americana e em deslocamento para Nova York. O efetivo empregado no ataque, que foi deflagrado ainda na noite desta sexta-feira (2), contou com 150 aeronaves que partiram de 20 bases militares no continente.
Notícias relacionadas:África do Sul solicita que Conselho da ONU se reúna com urgência.Países da América Latina se manifestam sobre ataque à Venezuela.Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente, diz New York Times.”Às 22h46, horário do Leste, ontem à noite, o presidente ordenou que as Forças Armadas dos Estados Unidos prosseguissem com a missão. Ele nos disse — e apreciamos isso, senhor presidente, ‘boa sorte e que Deus os acompanhe’. Essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta”, descreveu o general.
De acordo com o relato, ao longo da noite, aeronaves começaram a decolar de 20 bases diferentes, em terra e no mar, por todo o Hemisfério Ocidental.
“No total, mais de 150 aeronaves — bombardeiros, caças, plataformas de inteligência, reconhecimento e vigilância, aeronaves de asas rotativas — estavam no ar. Milhares e milhares de horas de experiência estavam em voo”, disse o general, que denominou a intervenção como Operação Resolução Absoluta (Operation Absolute Resolve, no termo em inglês).
Caine afirmou que a “missão foi planejada de forma meticulosa” por meses, extraindo lições de décadas de operações realizadas pelas forças militares do país.
“Foi uma operação audaciosa que somente os Estados Unidos poderiam executar. Exigiu o máximo de precisão e integração dentro de nossa força conjunta — e a palavra ‘integração’ sequer consegue descrever a complexidade extrema dessa missão”.
Planejamento
O general revelou que as agências de inteligência dos EUA, como CIA e NSA, atuaram por meses para localizar Maduro e compreender seus deslocamentos, incluindo “onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, e quais eram seus animais de estimação”. No início de dezembro, os militares já estavam de prontidão aguardando o que seria uma série de eventos alinhados, disse.
A chegada das forças especiais norte-americanas ao complexo onde M
