<![CDATA[Um movimento intenso nas lojas, filas nos caixas e corredores abarrotados marcaram o final de dezembro, mas a sensação entre os comerciantes após o Natal é de que as expectativas foram apenas parcialmente atendidas. A avaliação é de Ivo Dall’Acqua Júnior, presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em entrevista à GloboNews.De acordo com dr. Ivo, houve mais dinheiro circulando em comparação a dezembro de 2024, porém com um crescimento proporcional menor. “Atendeu em parte. O movimento foi bom, existe mais dinheiro circulando, só que a gente sente uma desaceleração”, afirmou. Ele traçou um panorama de retração gradual: após uma forte recuperação pós-pandemia que se estendeu até 2023, 2024 registrou queda frente ao ano anterior e a tendência para 2025 é de uma nova e leve retração.É possível observar essa desaceleração nos dados referentes às vendas do comércio varejista paulista, que apresentaram números expressivos no faturamento, mas retração no crescimento. Os cálculos da FecomercioSP indicam que o varejo paulista terá um faturamento de R$ 149,7 bilhões no Natal deste ano (crescimento de cerca de 4% em detrimento a dezembro de 2024) — o que representaria a maior receita para um único mês dentro da série da histórica, iniciada em janeiro de 2008. Entretanto, esse desempenho representará uma desaceleração em relação a dezembro do ano passado, quando as receitas subiram 7,3% em relação a 2023.Esse fenômeno aconteceu também nas vendas da Black Friday em São Paulo, que cresceram 10% em 2024 e apenas 3% neste ano.Consumidor mais cautelosoUm dos fenômenos observados, segundo pesquisa da FecomercioSP, é que, mesmo com uma renda um pouco maior nas mãos da população, o valor médio gasto por presente (ticket médio) diminuiu. As pessoas estão optando por gastar menos por item.”Diria que é uma adequação”, analisou o presidente. “Na verdade, houve um momento em que todo mundo se acelerou muito em bens de consumo duráveis. Isso já estava disponível para quase todo mundo. Então as pessoas estão repondo”. Ele destacou a queda nos preços de eletrônicos e até de alimentos, que tornou a cesta de Natal mais acessível este ano. “O consumidor está mais cauteloso”, completou.Compromissos de início de anoDr. Ivo projeta que o início de 2026 terá uma injeção de cerca de R$ 30 bilhões no mercado devido à redução de alíquotas do Imposto de Renda, que isenta salários até R$ 5 mil e beneficia a segund