Olinda Castilho Escobal, de São Paulo, tem 81 anos e não vê a hora de chegar a festa de Natal, para comemorar com a família.
“A gente é bem entrosado, eu com meus filhos”, contou à Agência Brasil. “A gente sempre faz festa, comemora aniversários, sai e vai para restaurantes. A gente é bem animado”.
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Somando os três filhos, dois netos, a bisnetinha de 2 anos, nora e genros, serão ao todo dez pessoas, incluindo a própria anfitriã.
Família de Dona Olinda se reúne sempre para comemorações. Olinda Castilho Escobal/Arquivo pessoal
Tania Santana Madalena, de 80 anos, moradora do Rio de Janeiro, também reúne filhos, genros, nora e netos para todas as festividades, repetindo um hábito que começou ainda jovem, quando ela e as cunhadas levavam os filhos pequenos na casa da sogra aos domingos.
“Os nossos filhos foram criados como irmãos e foram se acostumando, junto aos mais velhos também. Sempre foi assim”, disse à Agência Brasil. Na véspera do Natal, as famílias passavam as festas na casa da mãe dela e, no dia do Natal, com a sogra. O mesmo costume se mantém até hoje, reunindo pessoas de todas as gerações.
As festas de fim de ano devem ser momentos de integração e troca entre gerações, ressaltou à Agência Brasil a psicóloga e membro da Comissão de Formação Gerontológica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Valmari Cristina Aranha Toscano.
“Na verdade, essa época é cheia de significados afetivos para todas as pessoas, principalmente para as mais velhas, porque tanto é uma época de encontrar familiares, de poder retomar e construir memórias, como é um momento em que as famílias se reencontram. Mesmo as pessoas que não têm muita frequência no dia a dia, ao menos uma vez ao ano, nas festas, elas se encontram”.
A psicóloga destaca que, além das questões positivas, esse é um momento em que também as ausências ficam mais latentes.
“As pessoas se lembram dos que não estão presentes, seja pela questão real de uma perda por morte ou por ruptura, por viagem. E as pessoas idosas participarem é mui
