DE BELÉM (PA) — A COP30 chegou ao fim sem aprovar o esperado “mapa do caminho” para o mundo reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. Embora o governo brasileiro tenha pautado o assunto nas negociações, especialistas e ativistas criticam a falta de compromisso dos países desenvolvidos e exportadores de petróleo, e dizem que o resultado final da conferência não protege as populações mais vulneráveis.
“Deveríamos ser capazes de unir nossos esforços e tentar alimentar o mundo, em vez de alimentar máquinas”, afirmou Kentebe Ebiaridor, ativista nigeriano e coordenador do Oilwatch International, organização que denuncia os impactos da indústria petrolífera no sul global.
“Desfossilizar a economia é um imperativo”. Kentebe Ebiaridor, ativista nigeriano, da Oilwatch International.
Ebiaridor esteve em Belém para homenagear o ativista e escritor nigeriano Ken Saro-Wiwa, que liderou um movimento pacífico contra a presença da Shell e de outras multinacionais petroleiras no território do povo Ogoni, na Nigéria. O país é o maior produtor de petróleo da África, e um dos maiores do mundo. Em 1995, meses após receber o Prêmio Goldman, considerado o “Oscar” do ambientalismo, Saro-Wiwa foi executado pelo governo do seu país.
Passados 30 anos, as reivindicações de Saro-Wiwa ressoaram em Belém. A Nigéria, contudo, foi um dos países contrários a incluir, nos documentos finais da conferência, a menção à esperada “transição para longe dos combustíveis fósseis, de maneira justa, ordenada e equitativa”, conforme relatou a InfoAmazonia.
Não basta reduzir o consumo de petróleo, gás e carvão, diz Ebiaridor. “Precisamos de uma eliminação rápida.”
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A relatora da ONU para mudanças climáticas e direitos humanos, a italiana Elisa Morgera, também defendeu em Belém o fim dos combustíveis fósseis como “um imperativo” para frear os efeitos da crise climática.
“O fato de os paíse
