GDF indica superintendente da Caixa no lugar do presidente afastado

Celso Eloi é o indicado de Ibaneis para BRB após Justiça afastar Paulo Henrique – Celso Eloi/Instagram

O governo do Distrito Federal (GDF) indicou o atual superintendente da Caixa, Celso Eloi de Souza Cavalhero, para presidir o banco BRB. Servidor de carreira da instituição estatal, Cavalhero substituirá Paulo Henrique Costa, afastado do cargo por determinação judicial. Antes, porém, terá que ser aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Em nota, o GDF afirma que a indicação de Cavalhero busca “assegurar a continuidade administrativa e financeira do BRB”, alvo das investigações que culminaram na deflagração da chamada Operação Compliance Zero pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira.

Operação

Notícias relacionadas:Fraudes no Master podem chegar a R$ 12 bilhões, estima diretor da PF.Justiça afasta temporariamente presidente e diretor do BRB.Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela PF em Guarulhos.De acordo com a PF, até o início desta tarde, os agentes que participam da operação já tinham efetuado seis prisões (quatro preventivas e duas temporárias). Entre os investigados detidos está o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, preso tentando deixar o país em um jato particular.

Por determinação da Justiça, os policiais federais também apreenderam cerca de R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, além de obras de arte, carros e relógios de luxo. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Além de Paulo Henrique Costa, a Justiça também decretou o afastamento temporário do diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.

Desconfiança

A Operação Compliance Zero é fruto das investigações que a PF iniciou em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituições investigadas são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas carteiras de crédito eram depois vendidas a outros bancos. Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

De acordo com o diretor-geral da PF, a suspeita é de que as fraudes contra o sistema financeiro tenham movimentado algo em torno de R$ 12 bilhões.

O Master, de Vorcaro, é o principal alvo da investigação instaurada a pedido

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